
Eu menti quando disse que desistiria de você. Menti quando falei que não sentia mais sua falta. Menti quando disse que não lhe amava mais. Menti pra todos dizendo que você foi só mais uma. E menti quando disse que era fácil encontrar outra pessoa para lhe substituir. (Aboy)
Te quero não. Te querer é coisa tola, o querer é coisa efêmera. Te quero não. Eu amo, só.
Guilherme Hotto.
Se eu te pedisse pra ficar, você ficaria? Se eu te implorasse desculpa, você me desculparia? Se pudesse voltar no tempo, teria ficado aqui, comigo? Será que mudaria de ideia e voltaria pra mim? Porque hoje é tarde demais pra querer voltar, pra querer pedir desculpa, pra não ficar. Hoje eu já não sinto mais tanta dependência da tua presença como antes, muito menos da tua voz calma, e doce. Não me importo dos meus lábios ainda terem neles o gosto suave do teu beijo. Isso tudo já se foi, está em uma parte de mim que nunca mais voltarei a abrir. Nosso momento já passou, e eu não ligo mais, entende. Mas, por acaso, você ainda se arrepende? Você sentiu minha falta, também? (Aboy)

Diversas vezes tentamos. Eu tentei, não consegui. Talvez falte alguns acontecimentos, ou algumas palavras a serem ditas. Não sei ao certo o que foi que ocorreu, mas sinto que ainda lhe falta algo, me entende? Já fores e não voltastes, tanto fez, não foi? Agora, diante de todos estes lados, preferistes seguir ao contrário, por que? Não sei se te lembras, mas me lembra. Antes, o passado. Só que incomoda mesmo esse presente. Cheio de surpresas e, vontades estranhas. Diga-me, fores ou não? Ainda há flores no jardim, ou só restou essa seca? Olhe para mim, o que veres? Nada, pois é assim que me sinto agora. Invisível aos seus olhos, e sim, para todos os outros também. Vê-me com que olhos, afinal? Já não existo mais, e insistes em querer me ver, ou apenas se esquiva da nossa rota de fuga? Eu não estou mais aqui, já desapareci nos teus pensamentos, por entre a tua matina, rotina… Por toda essa confusão. Entenda, fique e veja. Não somes, esteja aqui quando eu acordar deste sono profundo. Mesmo que talvez, eu não acorde. Saiba que minha decisão foi essa, de não sentir dor. De apenas, deixar ser em mim toda essa anestesia da vida - morte. Algum porém te lembra dos dias, e noites. Sei. Agora levante, já não estou aqui. Mas continuo do teu lado, ainda que não percebas. Lembre-se apenas dos bons momentos, e guarde aqueles que lhe marcaram mais. Pois não esquecerei de nada, e estarei lhe esperando bem aqui, para segurar tua mão outra vez.